23 de fevereiro de 2012: 23 anos. Um dia, que geralmente deve ser bastante celebrado por qualquer outra pessoa, foi bem normal. Vários foram os questionamentos de amigos sobre o que pretendia fazer ou tinha feito para comemorar, seguidos de profunda decepção ao ouvirem um ‘nada’ como resposta. Incrível como as pessoas se importam com esse tipo de coisa. Fora as mensagens enviadas por amigos e familiares e a festinha surpresa no trabalho, só programei uma singela comemoração dois dias após a data, quando fui ao cinema com meu irmão. Algo simples, mas suficiente.

Ao relembrar os últimos aniversários, vejo que essa situação não tem sido diferente. As festas ficaram guardadas apenas na infância quando reunia os amigos da rua e familiares próximos em um ambiente enfeitado com muitos balões. Tudo isso ao som de clássicos infantis, pagodes, sambas e pop dos anos 90. Bons tempos! Hoje, as festas de aniversário ganharam um novo significado para mim.

Neste ano, a tradicional comemoração deu espaço a uma pequena análise sobre a vida. Aquele famoso balanço, tão comum em idades mais avançadas, talvez tenha chegado mais cedo para mim. Afinal, o que tenho feito nessas duas décadas e três anos de vida? No que realmente acredito? E o que quero? Pergunto-me se irei realizar meus sonhos... Ah! Sonhos. Costumam ser muitos e intensos quando somos mais novos, no entanto a maioria adormece ou mesmo são esquecidos conforme crescemos. Seja a maturidade, seja a rotina, tudo contribui para esse final. O dia-a-dia pode ser muito cruel com nossos sonhos.

Mas ter sonhos é fundamental! Sem eles, a vida perde os objetivos. Algumas pessoas recorrem até à literatura de autoajuda para suprir essa carência. Confesso que já fiz isso e fui realmente envolvida por cada palavra no livro. Era maravilhoso acreditar que podia tudo a partir de um simples pensamento positivo. O êxtase, todavia, durou pouco. Muito pouco. Sou uma pessoa mais realista e esse tipo de leitura não me serviu, nem me serve. Com todo respeito àqueles que se deleitam com essa leitura, é uma simples questão de escolha e gosto.

Diante de todos meus questionamentos, percebi que preciso de mais ação na minha vida. Eu quero! São 23 anos que, apesar de pouco, já torna possível escolher o caminho que desejo trilhar. 23 anos que pedem um redirecionamento. A verdade é que não aceito mais me conformar com coisas que me incomodam ou só ficar sonhando com algo sem realmente fazer com que ele aconteça. Lamento dizer que errei significativamente nesse aspecto... Não mais!

Afinal a vida é uma aventura e cabe a nós vivermos essa aventura, experimentar o melhor que ela nos proporciona. Viajar, fotografar, dançar, sorrir, correr, cantar... Eu quero tudo o que ela me oferecer... A partir de agora!